As redes sociais já influenciam mais do que os algoritmos na escolha do que assistir por streaming. Veja o que os espectadores valorizam hoje.
As redes sociais já influenciam mais do que os algoritmos na escolha do que assistir por streaming. Veja o que os espectadores valorizam hoje.
Abrimos a Netflix, o Prime Video ou o Disney+, passamos por dezenas de opções e, mesmo assim, muitas vezes não sabemos o que assistir. Com uma oferta de conteúdo cada vez maior, encontrar uma nova série ou filme se tornou uma decisão por si só.
Para entender melhor como os membros do Ipsos iSay no Brasil lidam com esse cenário, realizamos uma série de perguntas sobre hábitos de streaming, preferências de conteúdo e plataformas. Os resultados mostram um fenômeno interessante: as redes sociais estão desempenhando um papel cada vez mais importante na escolha do que assistimos.
As redes sociais já influenciam mais do que os algoritmos
Durante anos, muito se falou sobre o poder dos algoritmos para recomendar conteúdo com base em nossos gostos. No entanto, os resultados sugerem que hoje existe um influenciador ainda mais poderoso.
Quando perguntamos como as pessoas normalmente escolhem o que assistir em plataformas de streaming, 26,8% responderam que descobrem novos conteúdos por meio das redes sociais ou do TikTok.
Embora esse percentual seja menor do que o observado em outros mercados da América Latina, ainda representa a opção mais escolhida pelos participantes brasileiros.
Na sequência aparecem:
- Escolho aleatoriamente: 20,2%
- Recomendações de amigos: 15,3%
- Recomendações do algoritmo: 12%
- Críticas ou avaliações: 9,7%
Com 734 respostas coletadas, os dados sugerem que a descoberta de conteúdo está se tornando cada vez mais social. Um trecho viral, uma recomendação em vídeo, um meme ou um debate online podem despertar mais curiosidade por uma série do que os sistemas de recomendação das próprias plataformas.
Também chama a atenção o percentual relativamente alto de pessoas que afirmam escolher conteúdos aleatoriamente. Isso pode refletir uma realidade comum no streaming atual: diante de tantas opções disponíveis, alguns espectadores simplesmente preferem explorar o catálogo sem seguir recomendações específicas.
O pior que pode acontecer com uma série
As plataformas investem bilhões em novas produções para conquistar a atenção do público. Mas depois que começamos uma série, o que realmente pode comprometer a experiência?
A resposta mais comum foi clara: um final ruim.
Quando perguntamos o que mais estraga uma série, 41,5% dos participantes apontaram essa opção.
Em seguida aparecem:
- Cancelarem novas temporadas: 30,4%
- Ser longa demais: 18,6%
- Spoilers nas redes sociais: 7,4%
Com 1.343 respostas registradas, os resultados mostram que os espectadores valorizam principalmente a forma como uma história é concluída.
Outro ponto interessante é que, no Brasil, o cancelamento de novas temporadas aparece como uma preocupação muito maior do que em outros países da região. Isso sugere um alto nível de envolvimento emocional com narrativas de longo prazo e personagens acompanhados durante vários anos.
Netflix continua sendo referência em conteúdo original
Em um mercado cada vez mais competitivo, uma plataforma segue ocupando uma posição de destaque quando o assunto é conteúdo original.
Metade dos participantes (50%) considera que a Netflix oferece atualmente o melhor conteúdo original entre as principais plataformas de streaming.
As demais respostas foram distribuídas da seguinte forma:
- YouTube: 15,6%
- Prime Video: 15%
- Disney+: 7,1%
- Max: 5,6%
- Apple TV+: 2,5%
- Outra: 2,4%
- Crunchyroll: 1,8%
A pergunta reuniu 2.246 respostas.
Assim como observado em outros mercados, a liderança da Netflix parece refletir não apenas seu catálogo atual, mas também a força da marca construída ao longo dos anos.
Outro resultado que merece destaque é o desempenho do YouTube. A plataforma aparece tecnicamente empatada com o Prime Video na disputa pelo segundo lugar, o que reforça o crescimento da relevância dos criadores digitais e dos conteúdos produzidos fora dos modelos tradicionais de streaming.
Reality shows ou super-heróis: o que está mais superestimado?
Ao analisar os gêneros considerados mais superestimados nas plataformas de streaming, o Brasil apresenta um cenário diferente daquele observado em outros países latino-americanos.
Aqui, não houve um vencedor absoluto.
Os participantes ficaram divididos entre:
- Super-heróis: 26,5%
- Reality shows: 24%
- Romance: 16,7%
- True crime: 12,1%
- Anime: 11,9%
- Nenhum: 8,7%
A pergunta recebeu 2.496 respostas.
O resultado sugere uma certa fadiga em relação aos universos de super-heróis, que dominaram filmes e séries ao longo da última década. Ao mesmo tempo, os reality shows continuam dividindo opiniões, acumulando grandes audiências enquanto também recebem críticas de parte dos espectadores.
Mais do que rejeitar esses formatos, os participantes parecem indicar que alguns gêneros talvez estejam recebendo mais destaque do que realmente gostariam.
Das redes sociais para o streaming... e do streaming para as redes sociais
Quando observamos todos os resultados em conjunto, fica claro que a relação entre streaming e redes sociais está cada vez mais próxima.
As redes não servem apenas para comentar séries e filmes depois de assisti-los. Elas também ajudam a decidir o que merece nossa atenção antes mesmo de apertarmos o play.
Ao mesmo tempo, os espectadores continuam valorizando elementos clássicos do entretenimento: boas histórias, finais satisfatórios e conteúdos originais capazes de surpreender.
Em um cenário com tantas opções disponíveis, talvez o maior desafio para as plataformas não seja apenas produzir grandes sucessos, mas conseguir fazer com que as pessoas conversem sobre eles.
Sua vez
Como você costuma escolher o que assistir? Confia nas recomendações da plataforma, nas opiniões dos amigos ou no que aparece nas suas redes sociais?
E na sua opinião: qual gênero é realmente o mais superestimado hoje em dia?
Queremos saber o que você pensa!
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Estes resultados representam os visitantes do site do Ipsos iSay no Brasil durante julho e agosto de 2026 e podem não refletir as opiniões da população em geral.
